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É um novo post de divagação este.
Hoje tive um pequeno debate sobre o que é para cada um de nós a vivência de um amor. Há quem não consiga viver sem a reciprocidade do sentimento. Eu pessoalmente não percebo esse conceito. Amar alguém, para mim não exige que a outra pessoa nos ame a nós. Quer dizer, no que me toca a mim, amar alguém não exige nada do outro. O outro nem sequer tem que gostar de nós ou da nossa companhia (o que nos leva à questão de, se não estás com a pessoa como é que se desenvolve tal sentimento, mas isso já é outra história).
Para mim amar alguém acaba por ser um selfless act. Não espero que a outra pessoa faça algo por mim para eu fazer por ela. Quando dou algo, é porque quero dar, não porque ache que a pessoa vai olhar para mim de forma diferente por causa disso. Quando me ofereço para ajudar a pessoa com algo, não é para passar mais tempo com a pessoa. É porque é algo que posso fazer pela pessoa que amo, para que a vida dela seja um pouco mais fácil.
Também há que considerar os tipos de amor. Uma amizade não deixa de ser uma forma de amor. E há pessoas pelas quais já fiz muito mais do que pelas namoradas que tive. E não me arrependo disso. O amor não é quantificavél.
Uma das questões que me foi colocada foi se eu era capaz de amor uma pessoa a vida inteira sabendo que não a ia ter, recusando até sair com outras pessoas por causa dessa. Admito que esta questão me fez perceber como a minha noção de amor é capaz de ser diferente da noção social. Eu amo os meus pais, e vou amá-los toda a minha vida e não é por isso que não vou estabelecer relações com outras pessoas. Sim, eu sei que este foi um exemplo extremo. Mas posso também pegar noutros.
Mas respondendo à questão, sim eu seria capaz de amar uma pessoa a minha vida inteira, sabendo que não a vou ter no sentido convencionalmente designado de amoroso. No entanto tenho consciência que ao longo do tempo o que sinto se vai alterando, a pouco e pouco, podendo no fim já em nada de assemelhar ao que era no ínicio. Mas será isso deixar de amar a pessoa? Eu acho que não. O amor assume várias formas e feitios, e tal como tudo, não é estático.
Quanto à segunda parte da questão, não, não iria recusar sair com outras pessoas sabendo que a pessoa que amo nunca vai olhar para mim da mesma forma. No entanto também não me iria envolver com elas se não sentisse algo mais forte, uma atracção, paixão etc. Lamento, mas para mim amor é construído, não acontece à primeira vista.
Infelizmente, acho que a palavra amor está demasiado banalizada. É usada em demasia, e, chamem-me old fashioned, mas o amor ainda é algo sublime, e que merece respeito.
Quando se ama, ama-se. Independentemente das circunstâncias. Independentemente dos condicionalismos. Independentemente da reciprocidade.
Mas a minha opinião vale o que vale.
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Nos últimos dias há algumas questões que não me saem da mente, nomeadamente a repetição de situações.
É comum ouvir-mos alguém dizer “se eu pudesse, voltava atrás e mudava «insert whatever you wish here»”. Não acredito. Não consigo acreditar quando dizem isto. Se fosse possível voltar atrás, tendo a mesma conjugação de situações, no momento crítico, iria acontecer o mesmo. Magoe quem magoar. Doendo a quem doer. Nas mesmas circunstâncias, não haveria a alteração de comportamento.
Também há a outra situação, que também é engraçada “se eu pudesse, fazia tudo de novo”. Não há repetição de situações. Como li na sub-frase de MSN de alguém há pouco tempo things don’t happen the same way twice, dear one. E é bem verdade. As circunstâncias alteram-se, as pessoas também. As percepções de cada um também são diferentes. Os sentimentos mudam, e mesmo que a situação seja extremamente semelhante, o resultado não será concerteza o mesmo. O que fazer nesta situação? deal with it? Mas como é que se lida com algo que não nos parece sequer lógico?
O ser humano é tão complexo, e ao mesmo tempo tão básico que assusta. As coisas que mais nos assustam são por vezes as mais simples de resolver, no entanto o medo de magoar o outro com alguma coisa pode-se tornar avassalador, e até paralizante. Como dizer a alguém algo que nos pode deixar vulnerável? Como deixar o nosso bem estar (emocional, psicológico, etc) nas mãos de outrém? Como dar a alguém esse poder? Once burnt, twice shy.
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Etymology
Noun
| Singular discomfort |
Plural discomforts |
discomfort (plural discomforts)
- Mental or bodily distress.
- Something that disturbs one’s comfort; an annoyance.
Verb
| Infinitive to discomfort |
Third person singular discomforts |
Simple past discomforted |
Past participle discomforted |
Present participle discomforting |
to discomfort (third-person singular simple present discomforts, present participle discomforting, simple past and past participle discomforted)









