a so called blog


Apesar de tudo.
May 22, 2008, 00:32
Filed under: loving, personal | Tags:

Today I just feel like writing a little bit. Just letting the words go.

 

So just bear with me while I vent.

 

Estou farta, demasiado farta de jogos. De ser usada para chegar a outros. Já chega. Se gostas de mim, prova-o de uma vez. Pára de brincar com o que sabes que sinto, e não me peças para continuar a sorrir quando me sinto usada. Até violada. Não o vou fazer, e tu já devias saber disso. E além do mais, não me mintas.

 

On to other news.

 

I just love this poem on Damasco’s blog:

O Cinismo Cria Raízes

Maria acreditara no amor verdadeiro,
nas rosas primaveris jamais desbotadas,
até encontrar o marido com um enfermeiro,
vergado de joelhos, as pernas bem afastadas.

Agora, viúva, sorri cheia de razão:
o amor verdadeiro pagara-lhe a pensão.

Jovem Afonso sempre fora muito apaixonado,
o seu grande coração recheado de amor para dar.
corria mulher solteira, casada ou com namorado,
amando cada uma sem parar para descansar.

Os chatos não acalmaram o seu calor de amante,
nem a penicilina servida em doses de elefante.

Inês era misteriosa virgem constantemente acanhada,
aos vinte e três anos sonhava com o eterno amor,
encontrou o homem da sua vida numa qualquer encruzilhada,
cansou-se após um ano de discussões e rancor.

Descubriu da pior maneira o que o "eterno" faz:
cancerígeno cinismo, o fim de toda a paz.

O Amor faz de nós seres doentes,
é fraca religião num mundo sem crentes.
Acendam a vela; a vossa vez há-de chegar;
tudo dura para sempre até finalmente acabar

 

Não posso no entanto deixar de ter um pouco de auto-promoção e dizer que o meu comentário também está bem fixe! =)

 

Hmm.

Eu ainda acredito no amor. Acredito na eternidade que dura um segundo, um dia, um mês, um ano, mas raramente uma vida. Ou será que dura?

Já diziam os Ornatos:

Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar!

Não sei se será bem assim. Há fontes que diminuem, mas acabam por nunca secar completamente.

Mas sim, eu acredito na fraca religião.

Mas também, eu sou um bocado parva.

E a ti minha besta, a ti amo-te. *

 

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