a so called blog


dissertação sobre nada
June 25, 2007, 17:36
Filed under: personal

Nos dias de turbulência, há factores que permanecem inalterados.

Gays, fufas, bichas, paneleiros, sapatonas. São meras palavras.

Putas, vacas, cabras. Mais palavras ainda.

Orgulho, homossexualidade, amor, paixão. Conceitos a apreender.

Mas as palavras são apenas isso, conjuntos de letras com significados. Ou supostos significados. Importa realmente?

Longe da vista, longe do coração. Longe da vista, longe de tudo? Não importa, são apenas mais palavras. Mas há palavras e vozes que perdem brilho, tornam-se opacas.

A vida muda. As pessoas mudam. Eu mudo. Mas há algo que é imutável. Mas novamente, isso é irrelevante.

Eu continuo aqui, a resolver a minha vida. A levantar-me. Não a andar, mas simplesmente a erguer-me.

Chega? Não. Mas que se foda, a vida são dois dias, mas com vodka parecem 3.



does it even matter?
June 6, 2007, 17:34
Filed under: ramblings

Água vai, e água vem. Já diziam os antigos quando estavam para aí virados. Mas a verdade é que às vezes dá vontade de foder a água e simplesmente a ignorar.

A água não é vida.

A água é vida e a água é morte.

Água vai e água vem. Nada interessa neste universo paralelo. A não ser a água. Água que vai e água que vem.

Música?

What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around

A verdade é que a água não pára. E apanhou-me no seu abraço húmido e abrangente. Mas será que importa? No final de contas, acabamos sempre molhados. Uns mais que outros, mas da água ninguém se safa.

Nem da água, nem da lua. Essa cabra que nos ilumina nos momentos bons, mas que desaparece quando dela precisamos. É sempre assim.

Conclusões a tirar? Será que importam? Será que são efectivamente importantes? Que interessa se fazes tudo o que deves? Que importa as intenções se acaba tudo por ser interpretado ao contrário? Que interessa se te dás, se no fim, é esquecido?

Nada interessa neste mundo paralelo.



português vs. inglês
June 4, 2007, 15:20
Filed under: personal

Ultimamente todos os meus posts tem sido em português. Deve ser algo cíclico, porque há fases em que escrever em inglês parece ser algo simplesmente automático, e depois há estas alturas em que escrever em português acaba por ser a única língua que faz sentido. Pensando bem, sim, é algo cíclico.

A verdade é que é mais fácil do que pensava ser simplesmente ter um teclado à frente e deixar os dedos fugirem pelas teclas, e escreverem aquilo que muito bem entendem. O que sinto, o que gostava de sentir, o sufoco que me aperta o peito, a falta que me fazem as pessoas, as saudades que dominam a minha pele.

Podia falar de várias coisas neste momento. Mas não o vou fazer. Poderia ser repetir-me, ou simplesmente dar novidades que alguns até poderiam querer. Não sei, mas não interessa.

Não vivo em casa agora. Isso assusta mais do que alguns pensam. Isso é bem mais assustador do que a maioria lê em mim. É o que dá ter tanta prática em erguer o muro. Sim porque devagar, devagarinho, ele voltou a erguer-se.  Ainda tem algumas falhas, algumas lacunas, mas já lá está, firme e hirto.

Estou farta de chorar. Estou farta de precisar de um abraço e nunca o ter. Estou farta de mim. Estou farta daquela navalha em que ando. Estou farta de estar perdida. Eu sei onde estou, só não sei bem como lá chegar.

Não tenho grandes escolhas neste momento. No final de tudo, só tenho 2 hipóteses. Ou efectivamente me torno alguém mais forte e melhor. Ou então isto vai-me matar e nada mais importa.

Para a frente é o caminho.